Tecnobiografia: algumas questões gerais
Tenho 25 anos. Sou uma pessoa jovem, mas tenho a ligeira impressão de que o universo tecnológico cresceu mais rápido que eu, mais rápido que qualquer pessoa. Minha primeira infância foi bastante analógica. TV de tubo, VHS, K7, essas coisas que as crianças de hoje em dia não fazem a mínima ideia do que sejam. Sempre que penso nisso me questiono se as gerações anteriores, tal como a de meus pais, têm essa mesma sensação. Na verdade, sei que é um sentimento que perpassa a todos, afinal, as coisas vão evoluindo, e muito do que vivemos se perde no passado em questão de poucas décadas, tornando-se desconhecido às nossas crianças. Entretanto, o que me questiono é se meus pais, em seus vinte e poucos anos, viram tantas coisas se perderem no tempo. Creio que nunca saberei exatamente a dimensão do que vigorava na juventude deles e a minha desconhece. Mas falo do que sei. Independente de como foi para o passado, muito me impressiona o quanto emergiu e desapareceu nas últimas décadas. CD, DVD, TV de plasma, lan house, telefone fixo (admitemos). Ainda há muitos exemplos de tecnologias que estão se tornando obsoletas, mas não mais me estenderei nessa falação sobre questões gerais. É a minha vivência que aqui importa, por isso, contarei nos próximos posts um pouco da minha história digital, ou melhor dizendo, introduzirei a minha tecnobiografia, começando das minhas mais distantes memórias.
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