Postagens

Experiências tecnológicas na escola

Imagem
Chegamos ao meu último post, e nele irei falar sobre minha experiência com tecnologias na escola, especialmente no ensino básico. Entretanto, o que tenho a dizer é que, na minha infância e adolescência, os professores não exploraram as tecnologias como recurso didático. Creio que o período de expansão do uso de algumas tecnologias, como o computador e a internet, que vivenciei possa ser responsável por isso, visto que era tudo muito novo para os professores também. Na infância o máximo que me recordo é de ter visto alguns filmes no auditório da escola. Na adolescência, recordo-me de ter visto alguns filmes também, mas houve um fato mais marcante: em uma atividade tivemos que fazer um vídeo, e gostei muito, tendo sido este o primeiro de alguns trabalhos de edição de vídeo que realizei no computador. Creio que atualmente as coisas não só podem como devem ser diferentes, e muito me alegra, enquanto aluna da licenciatura em Letras, estar cursando uma disciplina sobre Recursos Tecnológ...

Meu universo tecnológico atual: notebook, smartphone e redes sociais

Imagem
Quando entrei na faculdade, aos 18 anos, ganhei meu primeiro notebook. As atividades de pesquisa na internet então se intensificaram, embora não substituíssem o uso para jogos, filmes, músicas e escrita literária. Eu ainda tenho o mesmo notebook que ganhei em 2013, e ele funciona muito bem, apesar de uma parte da tela estar colada com durex. Creio que diminui muito o uso do computador nos últimos anos, sendo que normalmente o ligo apenas para redigir trabalhos da faculdade e fazer  raros downloads de filmes e séries que não estão na Netflix. Hoje em dia creio que o smartphone domina meu uso tecnológico diário. Eu demorei bastante até ter um celular descente, passando por diversos períodos na faculdade com celulares às vezes sem WhatsApp. Mas nos últimos anos estou com um celular que comprei usado na mão de um conhecido. Para falar a verdade, creio que sou bem tranquila em relação às tecnologias atuais, não ficando nem um pouco desesperada para me atualizar. Acredito que...

Meu PC e a internet a cabo

Imagem
A internet a cabo foi uma nova revolução na minha vida. Isso porque, extrapolados os limites de velocidade e de tempo e horário de uso, ela se tornou meu maior passatempo. Os alugueis de DVD foram substituídos por downloads de filmes, desenhos, animes, bem como também não seria mais necessário comprar CD's de músicas, por ser possível ouvir e baixar diretamente do computador. Também desencanei um pouco com os jogos digitais via CD/DVD, tendo me voltado aos jogos online de browser (navegador) ou de RPG online em mundo aberto. Meu jogo de browser favorito era o The West, do qual enjoei, e o de RPG era Tibia, o qual ainda me causa sofrimento o fato dos servidores terem sido desativados. Na minha adolescência joguei muito esses dois jogos, principalmente, passando horas e horas no computador. O uso do PC para pesquisas, e trabalhos de escola era secundário.  Mas, nesse mesmo período, eu também era uma exímia leitora, e eu usava muito a internet para conhecer livros,...

Inaugurada a era do PC e da internet discada

Imagem
Eu tinha uns 13 anos quanto meu pai comprou nosso primeiro computador. Interessante pensar que a minha geração já estava meio que pronta para se adaptar ao uso do computador. Meu pai, que já havia trabalhado com computadores antes, com alguns sistemas operacionais, não tinha muito tempo de me ensinar, então eu aprendi sozinha, "fuçando" tudo. Minha mãe, pelo contrário, ainda hoje tem dificuldades de usar o computador. Enfim, retornando à minhas primeiras experiências. Meu pai, com receio dos odiosos vírus, comprou um PC com sistema Linux, que marcou minha vida com o joguinho do pinguim. Foi a primeira imersão que tive tanto no uso do computador como no universo dos jogos. Mas não durou muito, visto que meu pai, percebendo as limitações do Linux, resolveu instalar o Windows, e minha vida de jogos por um tempo passou se resumir a Paciência Spider e Campo Minado. Haja paciência! Mas eu viria a perdoar meu pai (parcialmente - nunca me recuperei totalmente) pelo traum...

Nos embalos da TV de tubo

Imagem
Antes da TV aberta se tornar ultrapassada, vivi boa parte da minha vida com uma TV de tubo como principal forma de entretenimento. Quando eu era bem pequena, tínhamos uma TV pequena, de poucas polegadas, que me rendeu excelentes memórias. Ainda tenho fresca na minha memória a sensação emocionante de assistir desenhos animados na TV nos sábados de manhã. Eu era bem pequena, e o jardim de infância era no turno da manhã. Então apenas no sábado eu podia desfrutar dos desenhos animados. Caramba, como era incrível! Eu acordava umas 5 da manhã, e os meus preferidos eram os que passavam mais cedo. Bons tempos! Mas depois meu pai comprou uma TV mais nova e não demorou a eu encontrar um novo uso pra TV: filmes em VHS. Ainda me lembro do aparelho de VHS, tão amado por mim. E então se tornou tradição, todo fim de semana íamos à locadora alugar fitas. Pena que só ficávamos com elas por pouco tempo, no máximo uns dois dias. Mas eu aproveitava cada segundo. Assistia repetidas vezes os me...

Tecnobiografia: algumas questões gerais

Tenho 25 anos. Sou uma pessoa jovem, mas tenho a ligeira impressão de que o universo tecnológico cresceu mais rápido que eu, mais rápido que qualquer pessoa. Minha primeira infância foi bastante analógica. TV de tubo, VHS, K7, essas coisas que as crianças de hoje em dia não fazem a mínima ideia do que sejam. Sempre que penso nisso me questiono se as gerações anteriores, tal como a de meus pais, têm essa mesma sensação. Na verdade, sei que é um sentimento que perpassa a todos, afinal, as coisas vão evoluindo, e muito do que vivemos se perde no passado em questão de poucas décadas, tornando-se desconhecido às nossas crianças. Entretanto, o que me questiono é se meus pais, em seus vinte e poucos anos, viram tantas coisas se perderem no tempo. Creio que nunca saberei exatamente a dimensão do que vigorava na juventude deles e a minha desconhece. Mas falo do que sei. Independente de como foi para o passado, muito me impressiona o quanto emergiu e desapareceu nas últimas décadas. CD, DVD, T...

Era uma vez um Corcel anos 70, um toca fitas e um Walkman

Imagem
Meu pai tinha um Corcel branco e bem velho (ligeiramente diferente do dessa foto meramente ilustrativa). O nome do Corcel era Poisé. Pois é, eu adorava esse nome rsrs. E o Corcel do meu pai foi o primeiro objeto que me introduziu uma tecnologia nova, que já não era tão nova assim: o toca fitas. Isso porque o Corcel do meu pai tocava fitas K7. Imagino que pro meu pai, que contemplou a era dos discos, tocar músicas no carro talvez fosse algo completamente diferente. Mas para mim era uma tremenda novidade quando eu tinha lá pelos meus 5 anos. Eu simplesmente amava ficar no carro escutando as fitas de MPB do meu pai. Foi um marco na minha infância. Mas tinha um detalhe. Lá por esse período, a K7 já estava a ponto de ser ultrapassada. Eu vim de uma família humilde, mas um tio meu, já falecido, na época havia conseguido conquistar mais que todos os outros irmãos, inclusive o meu pai. Lembro-me de um almoço de família, quando eu tinha lá pelos meus 7 ou 8 anos, em que meu primo...